O oitavo Braincast TV invadiu a JWT para conversar com o diretor de planejamento Ken Fujioka, e o diretor de criação Jean Boëchat.
A visita foi longa, e nesse primeiro bloco falamos sobre a aguardada palestra de Russell Davies no Brasil, que aconteceu no evento New Brand Communication na penúltima semana de outubro.
Davies é considerado um dos planejadores mais influentes da publicidade atual, responsável por campanhas consagradas de marcas como Nike e Honda.
(00:11) – Braincast TV invade a JWT
(00:58) – Palestra do Russel Davies na New Brand Communication 2008 (nbc08)
(03:57) – As campanhas que tornaram Russel Davies Famoso
(06:35) – Campanhas mexendo com as sensações
(07:01) – Ninguém quer entender tudo de cara
(09:48) – O safári na favela – Siris, tartarugas e afins
(11:21) – As marcas têm várias facetas
(12:37) – A publicidade no Brasil quer resolver tudo de uma vez
(14:02) – Ken vai “encarnar” Russel
[Versão Videolog | Com opção HD-Off]
RSS feed para os comentários desse post. TrackBack URL
Duka… qdo saem os outros 3?? rs
que venha o próximo!
Muito bom: um videocast com conteúdo e com opiniões de gente que faz.
A palestra comecou com o tema da 20th Century Fox?
O jeitao do Russel Davies e’ muito engracado. A ultima palestra dele que eu assisti na NABS ele foi com um casaco furado e com um Macbook totalmente ralado.
Um bom exemplo do estilo dele e’ o livro que ele lancou, que nao tem nada a ver com planning. Ele e’ um fan inveterado do autentico cafe-da-manha ingles (full english breakfast). Um pequeno livreto com os 50 melhores cafes que servem ovos, batata-fritas, bacon e feijao.
Enfim, e’ um cara fechado mas muito simpatico que sabe que nao deve nada a ninguem e nem tenta ficar tirando onda com isso.
Fala, Hiro! Opa, não só começou com o tema da 20th Century Fox como terminou com o “That’s All Folks!:” da Warner Bros. Mas ele não chegou a tocar no assunto “ovos, bacon, batata e feijão”… =)
Cadeiras estilosas =p
Parabéns pelo visual do novo BrainscastTV, ficou muito bom!
Esperando pelos próximos vídeos!
Abraço.
Completando o assunto: Para falar sobre como a comunicação funciona com o consumidor ele cita o exemplo: “Jogue três bolas de tênis de repente em uma pessoa e ela não vai pegar nenhuma. Jogue apenas uma quando ela estiver atenta e ela pega.”
O que acontece hoje é que as marcas ficam jogando essas “bolas” (mensagens) nas costas das pessoas e elas nem sequer olham.
Segundo ele, as marcas precisam ser:
- Úteis
- Interessantes
Muitas vezes uma marca “interessante” consegue até superar uma marca útil.
Um exemplo é o caso do Flickr, que ficou com seus servidores fora do ar. Para criar uma comunicação mais amigável desse fato aos seus usuários, colocaram duas bolas brancas na home (ao invés daquela velha mensagem de erro ) e pediram para as pessoas imprimirem, customizar, pintar, desenhar em cima e enviar para eles. Os melhores ganhariam uma assinatura PRO do serviço, assim que ele voltasse.
O fato de o serviço estar “inútil” por um tempo não gerou nenhuma repercussão negativa, pelo contrário, ao mostrar uma mensagem ou propor algo interessante, o Flickr recebeu vários retornos positivos:
Para uma marca ser interessante ela precisa passar emoções que os consumidores procuram espontaneamente, ao ver um filme, por exemplo:
Profundidade, Humor, Sutileza, Ironia, Raiva, Romance, Drama
Com base nisso, Russel lembrou que as pessoas não assistem comerciais ou lêem anúncios, elas assistem e lêem coisas interessantes.
“As pessoas gostam do que é legal e, às vezes, isso é um anúncio”.
A inovação de uma marca não está no conteúdo, nem no meio em que a mensagem será passada. A inovação está no relacionamento que a marca vai proporcionar aos seus consumidores.
Ele destaca que, quando as pessoas estão em uma conversa, elas não querem uma conversa brilhante que elas ouvem só uma vez, mas elas querem estabelecer uma conversa, um diálogo.
E isso acontece também com as marcas, nem sempre as pessoas querem uma “Grande Idéia”, para a marca é mais interessante estabelecer um relacionamento, pautado de pequenas ações do que uma grande idéia feita apenas uma vez.
Sobre a internet, ele ressaltou que a “abertura” e democracia que ela proporciona, torna as pessoas mais capacitados a criar e compartilhar conteúdo e que cada vez mais isso deve ser levado a sério pelas empresas.
Algumas empresas até contratam pessoas responsáveis apenas para controlar o que está sendo dito sobre elas na internet e ele afirma que as empresas não podem controlar o diálogo na internet, mas elas podem construir um cenário propício para que aconteça o diálogo e daí entender o que os consumidores pensam da marca.
“It´s not about powerful machines, it´s about powerful people.”
Para finalizar ele afirma que não há nenhum negócio no mundo que possa competir com pessoas fazendo coisas boas de graça.
Colocar todo mundo num mesmo ambiente não gera confusão?
Depende do ambiente e do “todo mundo” que naturalmente são profissionais a ponto de saberem que se tiver confusão, pra organizar melhor ou baixar o tom.
Momento Moe: “ele participou do boom das.com”
*rs*
andré, assisti pela primeira vez hoje e também peguei o “momento moe”. por 1 segundo pensei que ele tinha participado da revista Bundas.
[...] vi esse vídeo pela primeira vez na palestra do Russel Davies no NBC08 e a frase que ficou martelando na minha cuca foi (para aqueles sem saco de ver os 2 [...]
muito bom